Conteúdo médico revisado Atualizado em Setembro de 2026 Dr. Gibson Bessa - CRM/SP 185428

Resposta direta sobre Doença de Peyronie

A Doença de Peyronie é a formação de uma placa fibrosa na túnica albugínea — a camada que envolve os corpos cavernosos do pênis — que provoca curvatura adquirida na ereção, muitas vezes acompanhada de dor, encurtamento e dificuldade erétil. Não é câncer, não é contagiosa e é mais comum do que se imagina: afeta em torno de 3% a 9% dos homens, principalmente entre 40 e 60 anos. O Dr. Gibson Bessa realiza a avaliação andrológica completa em Campinas, definindo a fase da doença e a conduta adequada para cada caso.

O Que É Placa de fibrose na túnica albugínea que "puxa" o pênis para um lado durante a ereção.
Sinais Curvatura nova, nódulo endurecido, dor na ereção, encurtamento, ereção menos firme.
Conduta Depende da fase (aguda ou estável), do grau de curvatura e do impacto na relação sexual.

Resumo rápido: Peyronie é uma curvatura peniana adquirida por fibrose. Tem uma fase aguda (dor, placa em formação, curvatura mudando — de 6 a 18 meses) e uma fase estável (sem dor, deformidade fixa). Na fase aguda, o foco é controlar dor e limitar a progressão; na fase estável, avalia-se se a curvatura impede a relação e, se sim, opções de correção. Avaliar cedo faz diferença no desfecho.

O que causa a Doença de Peyronie

A hipótese mais aceita é a de microtraumas repetidos durante a relação sexual — pequenas lesões na túnica albugínea que, em homens com predisposição, cicatrizam de forma desorganizada, formando uma placa de colágeno fibroso em vez de tecido elástico normal. Essa placa não estica durante a ereção, e o pênis curva-se na direção dela.

Fatores associados incluem predisposição genética (há relação com a contratura de Dupuytren nas mãos), diabetes, tabagismo, hipertensão e idade. Alterações hormonais como a testosterona baixa também são mais frequentes nesses pacientes e devem ser investigadas, pois afetam a qualidade do tecido erétil e a resposta ao tratamento.

Curvatura congênita × Doença de Peyronie

Nem toda curvatura é Peyronie. A curvatura congênita está presente desde as primeiras ereções da adolescência, é estável ao longo dos anos, não tem placa palpável nem dor, e só exige intervenção quando impede a relação. A Doença de Peyronie, ao contrário, é adquirida: o homem percebe que o pênis "mudou" — surgiu um nódulo, a ereção passou a doer, a curvatura apareceu ou aumentou, ou houve encurtamento. Essa diferença define toda a conduta e é estabelecida no exame clínico.

As duas fases da doença

  • Fase aguda (inflamatória): dura em média de 6 a 18 meses. A placa está em formação, há dor na ereção (às vezes em repouso), e a curvatura ainda pode mudar. Nesta fase, o objetivo é controlar a dor, reduzir a inflamação e limitar a progressão da fibrose. Cirurgia é contraindicada.
  • Fase estável (crônica): a dor desaparece, a placa endurece e a deformidade se fixa por pelo menos 3 meses. Só aqui se define se a curvatura residual é compatível com a relação sexual ou se há indicação de correção.

Saber em que fase o paciente está é o primeiro passo — e o motivo pelo qual "esperar pra ver" sem avaliação médica costuma ser a pior estratégia.

Como é feita a avaliação andrológica

  • História clínica: início dos sintomas, dor, evolução da curvatura, impacto na relação, comorbidades e uso de medicações;
  • Exame físico: palpação da placa, localização e extensão da fibrose;
  • Medida da curvatura: por fotografia em ereção fornecida pelo paciente ou ereção fármaco-induzida em consultório;
  • Doppler peniano: avalia a placa, calcificações e a função vascular — essencial quando há disfunção erétil associada, pois muda a escolha do tratamento;
  • Painel hormonal e metabólico: testosterona, glicemia e perfil lipídico, dado o vínculo com diabetes e hipogonadismo.

Tratamento: clínico primeiro, cirurgia quando necessário

Na fase aguda, o tratamento clínico busca aliviar a dor e conter a progressão. As opções incluem medicações orais, aparelhos de tração peniana (que ajudam a preservar comprimento e reduzir a curvatura com uso diário disciplinado), injeções intralesionais na placa e, em casos selecionados, terapia por ondas de choque para dor. A evidência varia entre as modalidades, e a indicação precisa ser individualizada e honesta sobre expectativas — nenhum tratamento clínico "dissolve" a placa completamente.

Na fase estável, se a curvatura impede ou dificulta a penetração, a cirurgia corretiva pode ser indicada — por plicatura do lado oposto à placa, incisão/enxerto da placa ou, quando há disfunção erétil grave associada, implante de prótese peniana. O Dr. Gibson Bessa conduz a avaliação e o tratamento clínico em Campinas e orienta o encaminhamento cirúrgico quando essa é a melhor opção para o paciente, sempre priorizando função sexual satisfatória sobre estética isolada.

Dúvidas Comuns sobre Doença de Peyronie

Toda curvatura peniana é Doença de Peyronie?

Não. Uma curvatura leve presente desde a adolescência, estável e sem dor, é congênita e geralmente não exige tratamento. A Doença de Peyronie é uma curvatura adquirida: surge na vida adulta, costuma vir com placa endurecida palpável, pode doer na fase inicial e pode progredir. A distinção é feita no exame clínico.

Doença de Peyronie tem cura?

Em uma minoria dos casos há regressão espontânea na fase aguda. Na maioria, a placa se estabiliza e a curvatura permanece. Existem tratamentos clínicos para reduzir dor, limitar a progressão e melhorar a função, e tratamentos cirúrgicos para corrigir a deformidade quando ela impede a relação sexual. O objetivo realista é função sexual satisfatória, não necessariamente pênis perfeitamente reto.

Peyronie causa disfunção erétil?

Pode causar ou agravar. A placa fibrosa compromete a elasticidade da túnica albugínea e pode afetar o mecanismo veno-oclusivo, gerando ereções menos rígidas ou instáveis. Além disso, o impacto psicológico e a dor contribuem. Por isso a avaliação inclui a função erétil, frequentemente com Doppler peniano.

Quando procurar o médico?

Assim que perceber curvatura nova, nódulo ou placa endurecida no pênis, dor na ereção ou encurtamento. Quanto mais cedo na fase aguda a avaliação é feita, maiores as chances de limitar a progressão da fibrose e evitar deformidade que exija cirurgia.

Referências e Fontes:

  • Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)
  • European Association of Urology - Guidelines on Penile Curvature
  • American Urological Association - Peyronie's Disease Guideline
  • Ministério da Saúde - Protocolos de Saúde do Homem

Conteúdo escrito e revisado por Dr. Gibson Bessa, médico focado em saúde masculina, andrologia e metabolismo em Campinas. CRM/SP 185428.

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